4 de janeiro de 2010

O verão, no Rio Grande do Sul, é excessivo e brutal, como escreve Luiz Antonio de Assis Brasil, na ZH de hoje. O raciocínio vegeta (...) Aceitamos qualquer ideia, por mais absurda que seja, pelo simples desânimo de combatê-la.

12 de dezembro de 2009

Se você se dedica a aprender com a vida, envelhecer é uma delícia.

(está certa Fernanda Young)

A elegância do comportamento

Adaptação de texto extraído do Livro: "Educação enferruja por falta de uso" do pintor francês, Henri Toulouse Lautrec (1864-1901).

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, garçons, porteiros, por exemplo.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma grosseria...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma gentil e elegante.
É elegante a gentileza.
Atitudes gentis falam mais que mil imagens...
Abrir a porta para alguém é muito elegante...
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante...
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...Bom humor é sinal de elegância.
Oferecer ajuda... é muito elegante...
Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo, é algo de dentro para fora.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, de admirar o que cada um tem de melhor, ao invés de procurar defeitos, é olhar o mundo e os outros com carinho.
É acreditar que, até prova em contrário, todos são bons. As crianças acreditam nisso, confiam e se deixam cativar. E é por isso que são encantadoras...
Ouse, ouse... ouse muito!
Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes, mas você pode fazer-se presente. E distribuir muitos.
Costurando meus presentes de Natal:





Yes, I love pic-nic!







Já sabem que gosto de árvores. Embaixo desta copa verde fizemos nosso piquenique.

27 de novembro de 2009

 Exemplo de elegância, Carolina Herrera tem mais de 70 anos. Chic, né? Chic envelhecer assim, se cuidando, se vestindo bem, sem querer parecer uma guriazinha, nem top model, nem perua...














23 de novembro de 2009

li em algum lugar:

Sell the Vatican and feed the world!

Gostei:

Para a filosofia o futuro é escolhido pela liberdade humana de escolher.
É preciso descobrir dentro da gente como se acalmar e se acolher. Sem esperar que alguém venha tapar nosso buraco, pois essa expectativa só deixa o vazio mais doído.

6 de novembro de 2009

Gorgeous mini houses!



8 de outubro de 2009

adeus às esmolas

Interessante:

Segundo Gregory Clark, em seu livro “Um Adeus às Esmolas – uma Breve Historia Econômica do Mundo", o sucesso ou fracasso econômico se devem às características individuais dos cidadãos de cada nação. Não adianta um país ter sistema econômico, leis e instituições propícios ao crescimento se a maior parte da população não for composta de pessoas naturalmente dotadas das qualidades necessária para ascender em uma economia de mercado. Paciência, disposição para o trabalho árduo, criatividade, habilidade com números, facilidade de aprendizado e aversão á violência seriam os requisitos para um povo ascender socialmente.



Clark diz no seu livro que a Inglaterra, berço do capitalismo moderno, contava com trabalhadores que tinham um dom “inato” para alcançar altíssima produtividade. Para provar esse ponto, comparou a qualidade dos operários nas indústrias têxteis da Inglaterra e na Índia no inicio do século XX. Mesmo trabalhando em fábricas semelhantes (já que a Índia era colônia inglesa) os operários ingleses eram muito mais produtivos que os indianos. Para o autor, é a escassez de indivíduos adaptados cultural e geneticamente à economia de mercado que explica a pobreza na África e América do Sul.



Matéria na Revista Veja nº2133

26 de setembro de 2009

Quiero vivir al lado de gente humana, muy humana.

20 de setembro de 2009

É melhor ser alegre do que triste,

alegria é a melhor coisa que existe...

de Viicius de Moraes.

15 de setembro de 2009

Durante muitos anos, eu diria décadas até, me mantive presa à teia familiar e até acreditava que seus conceitos eram certos. Enquanto eu não me livrava dessa armadilha para ver as coisas da minha forma, não conseguia ter uma visão realista da vida nem fazer escolhas conscientes.



Cada família vive com uma pequena janela para o mundo. Cada família tem uma visão diferente da sua própria janela. Um dia eu percebi que há muitos modos de se ver o mundo!


Com ajuda da Liama, em terapia,  eu comecei a reconhecer que agia de modo oposto ao esperado pela família. Fazia sentido, mas, olhando de outro ângulo, conforme Sandra Reishus escreve em seu livro “Putz, virei minha mãe!”*, é possível ver que, se agi de modo contrário ao da minha família, continuava apenas reagindo às idéias dela e ainda não fazia as opções que poderia ter feito.


“Quando algo vira rotina na nossa família, ele se torna confortável porque sabemos como funciona, mas esse padrão estabelecido muitas vezes não satisfaz nossas necessidades emocionais, espirituais e intelectuais. Quanto mais separação a mãe permitir, tendo cuidado nessa transição, melhores adultas seremos, com um conhecimento saudável de nós mesmas.” **






** Sandra Reishus. Putz, virei a minha mãe! Rio de Janeiro: Carpe Diem, 2006

7 de setembro de 2009

Leituras de bordo

Como sempre, li muito:

Alain Botton em As consolações da Flosofia > "Deixaremos de nos irritar tanto quando deixarmos de nutrir tantas esperanças" (Sêneca)

Malcolm ladwell com seu Blink: A decisão num piscar de olhos > muito técnico para meu gosto

O delicioso Philip Roth em Adeus, Columbus.

e o excepcional Dewey, Um gato entre livros, que recomendo. Não é nada piegas; a Vicki Myron com a ajuda de Bret Witter escreve muito bem, relata aquele "way of life" de Iowa, formada no passado por pequenos fazendeiros e suas familias. Gosto muito do senso de comunidade que os americanos, em geral, têm. Principalmente em lugares pequenos, que eles preservam exatamente pequenos por querer... O livro é um encanto.

Navegar é preciso


Andamos, de novo, navegando pela Lagoa do Casamento. Temos lá um lugarzinho especial para atracar. A água é limpa, a praia idem. Tem figueiras enormes, com seus galhos se esparramando pela areia. Dá para pescar, assar o peixe numa grelha, na sombra da figueira...

20 de agosto de 2009


Para mim, morar bem é ter muito pátio, com árvores de flores, um gramado, jardim florido e cães e gatos correndo. Melhor se tiver lugar para umas frutíferas que atraem os pássaros, e algumas árvores que perdem as folhas no inverno e a gente fica pisando nas folhas secas esparramadas sobre a grama. O ideal é uma casa que pode ser pequeninha, confortável, lindinha, e um jardim imenso.

Sonhar junto


Viajar, reformar a casa, trocar de carro... O sonho de construir uma vida juntos funda um casal. Mas, ao longo do relacionamento, os dois mudam e os sonhos também. O grande desafio é lidar com o desejo do outro, o que implica suportar frustrações e adiamentos ou simplesmente ter que administrar diferenças inesperadas. Po isso, a realização dos planos demanda muita conversa. O projeto comum dá a medida de quanto o casal está conectado e aceita limites. As ambições não são sempre as mesmas e os valores influenciam a programação. E ambos estão sujeitos às pressão sociais e da familia de origem. Libertar-se de interferências, descobrir o próprio desejo e compartilhá-lo com o outro são sinais de maturidade. É na convivência que se descobre que não dá para apostar tudo no sonho comum. Os dois precisam armazenar fôlego para projetos pessoais. Ess percepção diminui cobranças e abre portas para negociações, permitindo que utopia e realidade se equilibrem.